A taxa média máxima do empréstimo pessoal recuou em outubro, mas o crédito continuou caro para o consumidor. Segundo pesquisa divulgada pela Fundação Procon-SP em 13 de outubro de 2026, o índice passou de 8,66% para 8,55% ao mês. A queda foi de 0,11 ponto percentual em relação ao levantamento anterior.
Mesmo com a redução, a taxa mensal correspondeu a um custo anual equivalente de 167,69%. O resultado ajuda a dimensionar o impacto de uma contratação de crédito ao longo do tempo: uma diferença aparentemente pequena na taxa mensal pode representar um encargo expressivo quando aplicado repetidamente durante vários meses.
O levantamento analisou as condições oferecidas a clientes pessoa física não preferenciais de Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú, Safra e Santander. Por se tratar de taxas médias máximas pesquisadas pelo órgão de defesa do consumidor, os percentuais servem como referência para o período avaliado e não significam que todas as pessoas encontrarão exatamente a mesma condição.
Quanto custa a taxa do crédito pessoal em outubro
A taxa de 8,55% ao mês é o principal número da pesquisa sobre o crédito pessoal em outubro. Para o consumidor, porém, observar apenas o percentual mensal pode dificultar a compreensão do custo total. O prazo escolhido, o valor contratado e a forma de pagamento alteram o montante desembolsado até o fim do contrato.
Por isso, antes de assinar uma operação, é importante verificar o Custo Efetivo Total, conhecido pela sigla CET. Esse indicador reúne as despesas associadas à contratação e permite uma análise mais completa do que a simples comparação entre taxas nominais. Também é necessário conferir quanto será pago no total e se as parcelas cabem no orçamento durante todo o prazo.
Uma taxa menor não elimina a necessidade de avaliar a dívida. Quando o contrato se estende por um período mais longo, o consumidor pode pagar encargos por mais tempo. Já prazos mais curtos podem resultar em parcelas maiores. A decisão precisa considerar a renda disponível e o impacto do compromisso sobre as demais despesas, sem olhar somente para o valor liberado no início.
Cheque especial continua em 8% ao mês
A pesquisa do Procon-SP também acompanhou o cheque especial. Nesse caso, a taxa média permaneceu em 8% ao mês, o equivalente a 151,82% ao ano. O resultado mostra que não houve alteração no percentual médio máximo observado para essa modalidade no levantamento de outubro.
Embora a taxa mensal do cheque especial esteja próxima da registrada no empréstimo pessoal, as duas modalidades devem ser analisadas conforme as condições específicas de uso e pagamento. O consumidor deve observar o custo da operação, o período em que permanecerá utilizando o limite e a possibilidade de quitar o saldo dentro do orçamento.
O cheque especial pode ser acionado de maneira automática quando não há saldo suficiente na conta, o que torna especialmente importante acompanhar o extrato e identificar a origem de eventuais encargos. A pesquisa não indica uma instituição ou modalidade como escolha preferencial. O objetivo é apresentar os percentuais encontrados e apoiar a avaliação do consumidor.
O que conferir antes de contratar crédito
Além da taxa anunciada, a pessoa interessada deve solicitar informações sobre o CET, o número de parcelas, o valor de cada prestação e o total que será pago ao final. A comparação precisa ser feita com base no custo completo da operação, e não apenas na quantia recebida ou na primeira parcela apresentada.
Também vale conferir se a taxa informada é mensal ou anual e se o contrato prevê outras cobranças. Essa distinção é relevante porque os percentuais não podem ser comparados diretamente quando estão expressos em períodos diferentes. No levantamento de outubro, o Procon-SP apresentou tanto as taxas mensais quanto seus equivalentes anuais, permitindo visualizar melhor o peso do crédito.
Os dados divulgados refletem as condições pesquisadas pelo órgão em seis bancos e têm como referência o mercado de São Paulo. Eles podem orientar consumidores de outras regiões, mas não substituem a consulta às condições efetivamente oferecidas no momento da contratação. As taxas podem variar conforme o perfil do cliente, o relacionamento com a instituição e as características da operação.
Com a taxa média máxima do empréstimo pessoal em 8,55% ao mês e o cheque especial em 8%, o levantamento reforça a importância de planejar o uso do crédito. A redução registrada em outubro foi limitada, enquanto os custos anuais equivalentes permaneceram elevados. Para evitar surpresas, a análise deve incluir o CET, o prazo, o valor das parcelas e o total da dívida antes da assinatura.

